MARROCOS PARA BRASILEIROS

O cantinho quente do mundo que guarda muito mais do que um deserto gigantesco. O reino do Marrocos vai além do escaldante e seco Saara. O que você vai ver lá é um tesouro que poucas vezes temos condições de encontrar. Um país que contrasta cores, cheiros, sabores e uma cultura tão rica quanto o próprio reino (isso não é uma frase clichê, é a mais pura verdade).

Esteja pronto para viver o que dificilmente encontrará em outros lugares. Talvez seja por isso que o Marrocos virou um dos meus destinos favoritos.

Não tenha medo de desembarcar por lá. O reino do Marrocos é um país bastante seguro. Algumas mulheres ainda temem ser trocadas por camelos e sofrerem abusos sexuais. Isso realmente acontece? Clique aqui e leia a relação dos marroquinos com as mulheres estrangeiras.

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VISTO: Ao contrário de outros países, o reino do Marrocos não exige visto dos brasileiros. A entrada é permitida para permanecer até 90 dias por lá.

IDIOMA: A língua oficial é o árabe e o berbere mas quase todos falam francês, muitos falam inglês e outros também dominam o espanhol. Nas lojinhas e tendas muitos vendedores vão até arriscar o português. Ou seja, é muito fácil se comunicar por lá.

MOEDA: A moeda do Marrocos é o dirham (se pronuncia dirrãns). Dificilmente você vai encontrar a moeda deles nas casas de câmbio aqui no Brasil. Por isso, sugiro levar dólares ou euros e trocar nas casas de câmbio por lá. Nos aeroportos mesmo você já pode trocar uma parte para usar até o hotel e depois trocar o restante. Os próprios hotéis oferecem câmbio. É mais seguro e não cobram tão a mais por isso, não.

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QUANDO VISITAR O PAÍS: De maneira geral os meses ideais para desembarcar por lá são março, abril, maio, setembro, outubro e novembro. Nesses meses dificilmente você vai pegar chuva e o calor não é tão forte – geralmente temperaturas bem amenas. No restante do ano você pode se deparar com chuva ou calor sufocante. Mas é importante saber que as regiões têm climas bem diferentes na mesma época, ou seja, dependendo de onde você for poderá pegar frio e na outra ponta calor no mesmo dia. Pesquise novamente assim que souber os destinos.

TÁXIS: Nem todos os táxis têm taxímetro e os que têm nem sempre ligam o aparelhinho. Ou seja, muitas vezes a sua corrida terá preço calculado pela cabeça do taxista. Negocie o valor antes de entrar no carro. Nunca entre antes de saber o valor exato. Se achar caro, ofereça menos. Não se preocupe em não aceitar e tentar baixar o preço – faz parte da cultura marroquina negociar. Outro detalhe: se estiver com mais pessoas certifique-se que o valor é o total da viagem. Existem casos em que o taxista quer cobrar o valor negociado por pessoa (e só avisa os passageiros quando chegam ao destino).

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GOLPES: Como em qualquer outro lugar do mundo o reino do Marrocos não está livre dos espertinhos que tentam aplicar golpes nos viajantes. Quando há muita gentileza tenha certeza que há dinheiro por trás. Gente que se oferece para levar sua bagagem provavelmente vai te cobrar por este serviço – mesmo você não sabendo que tratava-se de um serviço. Se tirar fotos dos locais, das lojas, de qualquer coisa que eles percebam provavelmente vão resmungar ou pedir alguns trocados por isso. Por isso, seja discreto.

O incrível show das serpentes: se parar para assistir, vão te cobrar. Quando menos você espera homens simpáticos vão colocar as cobras no seu pescoço para garantir fotos incríveis! E vão ficar incríveis mesmo!!! Mas é claro que vão te pedir uma quantia exorbitante no final. O segredo é negociar antes!

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SAIBA NEGOCIAR: Se aqui no Brasil pechinchar demais pode parecer falta de educação, saiba que lá no Marrocos é super normal e faz parte da cultura deles. Os preços já são mais altos do que o normal justamente para o cliente ter margem para negociar. Nunca, nunca compre algum produto sem chorar pelo preço. O vendedor vai baixar. Você oferece menos. Ele vai reclamar, vai falar mais alto (não se assuste, faz parte do show). Se não chegar ao valor que você quer, saia da loja. Ele vai te seguir, vai discutir outra vez, vai falar mais alto mas vai baixar o preço para muito próximo do que você pediu. Aí, não tem outra alternativa a não ser levar o produto.

É importante saber que culturalmente só se pergunta o preço daquilo que você tem interesse em levar. Se perguntar o valor o vendedor vai entender que você quer abrir as negociações e só vai parar quando decidir levar o produto. Portanto, evite ficar perguntando preço a todo instante caso não tenha vontade de comprar. #FicaDica

O QUE COMER: A culinária marroquina pode ser um pouco exótica, sim! Mas é uma das mais deliciosas e ricas que existem! Vá com a mente aberta para provar de tudo um pouco. Você vai voltar com saudade do que comeu por lá.

Na praça Djemaa el Fna, a praça principal de Marrakech, encontrei os pratos mais diferentes do reino: cérebro de cabra, cabeça de bode, e outros miúdos de outros animais. Provei bastante coisa e confesso que não achei ruim (mas é claro que a aparência assusta). Se você não tem estômago para essas excentricidades alimentares tenho outras sugestões:

Tajine, por exemplo, é o nome de um recipiente de barro muito usado na cozinha marroquina. Geralmente se você encontrar “tajines” em algum cardápio, trata-se de um ensopado de frango, carne ou peixe feito exatamente naquele recipiente. Eles costumam misturar a carne com legumes, alguns frutos e muitas especiarias. Um dos que provei tinha ovo por cima. Uma delícia! Muito recomendo!

Cuscuz é outro prato típico de lá. Sim, é muito parecido com o que a gente come no nordeste brasileiro só que lá ele vem servido com uma espécie de arroz, legumes, vegetais e algumas carnes. O Cuscuz, pra quem não sabe, é como uma farinha feita de sementes de sêmola. Uma das carnes que acompanha o cuscuz, e que pra mim pelo menos era bastante exótica, era carne de pomba! Mas não deixe de provar que é muito gostoso. É como se fosse o arroz com feijão deles.

Pastilla é um empadão feito à base de massa de arroz. Normalmente o recheio é agridoce que pode ir variando dependendo do que quiser adicionar ao prato. Pode ter carne (frango ou carneiro, por exemplo), frutos secos, frutos do mar ou legumes. É só escolher.

Carne de cordeiro é muito comum por lá. Quase todos os lugares que oferecem carne muitas vezes trata-se de cordeiro – uma carne muito nobre.

Outro prato que comi muito por lá e que adorei foi a sopa marroquina chamada de Harira. É feita com lentilhas, grão-de-bico, cordeiro, tomate e vegetais variados. É sensacional!

Se o seu paladar adora um doce fique tranquilo que o Marrocos também te reserva alguns deliciosos. O mel é um ingrediente muito comum e muito usado por lá. Por isso, pedaços de mel, bolinhos e crepes recheados com mel vão ser super comuns. Biscoitos de amêndoas, bolinho de côco também estão na lista das sobremesas preferidas dos marroquinos. Frutos secos, como ameixas e tâmaras, são servidas em quase todas as refeições do dia.

Por fim, preciso falar do chá de menta – a bebida mais tradicional do reino do Marrocos.

Eles bebem praticamente o dia todo e vão sempre te oferecer como sinal de hospitalidade – seja numa loja ou na casa de um marroquino.O chá vem carregado com uma dose exagerada de açúcar (o que eu confesso que adorei).

O hábito de se beber o chá quente, mesmo no calor do deserto, veio dos ingleses que teriam esquecido no porto do Marrocos um gigantesco carregamento de chá trazido da Ásia. Os marroquinos passaram a experimentar a bebida e a inseriram no hábito do povo. Desde então, nunca mais se parou de beber.

Nunca recuse a bebida quando for lhe oferecida. Faz parte da etiqueta aceitar. O chá tem todo um significado de boas vindas para eles. Além de provar uma bebida deliciosa você vai poder observar a técnica usada para servir o próprio chá. Eles distanciam o máximo o bule da xícara para provocar, propositalmente, uma fina espuminha.

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BEBIDA ALCOÓLICA: Para os beberrões que adoram uma cervejinha, é importante lembrar que o reino do Marrocos não permite o consumo de álcool. Esteja preparado para atravessar esse calor de ponta a ponta sem molhar o bico com uma gelada. Mas calma, se você é daqueles que não cogita viajar sem bebericar uma dose, uma taça ou um copo que seja de qualquer bebida alcoólica, ainda há esperança!

Nem pense em pedir cerveja ou qualquer algo do gênero nos bares do reino do Marrocos. Os “botecos”, que são muitos, estão sempre lotados. Nas mesas apenas chá, água e coca-cola. Sim, não existe cerveja para venda.

Só há três lugares em que você vai encontrar: nas grandes redes de supermercado (há áreas exclusiva para a venda de bebida alcoólica até as 19h), nos bares e restaurantes dos hotéis (nos corredores, saguão, piscina e recepção não se pode beber – há pontos permitidos somente para o consumo) e, por fim, nas baladas (sim, elas existem por lá).

Nem pense em abrir sua latinha no meio da rua. Espere para chegar no hotel e beber no seu quarto.

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Agora que já sabe todas as informações necessárias antes de desembarcar por lá, pode arrumar a sua mala e planejar a sua ida para o Marrocos. Você vai se encantar com esse país tão exótico e tão cheio de tesouros que reino nenhum do mundo guarda tão bem para nós!

Boa viagem!


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